Realizou-se, no dia 8 de fevereiro, a oitava edição das conferências Casting Clinic, desta vez dedicada ao tema “Potenciação Estratégica da Formação | A Gestão de Processos de Formação e Desenvolvimento e a Sustentabilidade da Eficácia Empresarial”.
No decorrer da sessão, o Prof. Doutor Camilo Valverde, orador convidado, realçou a importância do desenvolvimento de um plano estratégico de formação nas empresas, que vá de encontro às suas necessidades e tenha por finalidade contribuir para a resolução dos seus problemas. A nível empresarial, a formação é boa quando acrescenta valor à concretização da estratégia da empresa e não apenas se o formador ou a escola formadora são bons e reconhecidos.
As empresas devem aproveitar a obrigatoriedade legal de fazer formação para contribuir na resolução dos seus problemas. Neste sentido, e contrariamente ao que muitas vezes se pensa, o objeto de análise da formação profissional não devem ser as pessoas, mas sim as situações de trabalho, o contexto. Fazer formação é agir sobre o contexto e para agir sobre o contexto é preciso agir sobre as pessoas. As ações das pessoas são dependentes do contexto de trabalho onde estão inseridas, e não exclusivamente dos seus conhecimentos.
Assim, as empresas devem ter em consideração um ciclo de formação, para potenciarem a eficiência dos seus planos estratégicos de formação:
Tendo em conta os 4 princípios básicos:
A competência é um comportamento que acrescenta valor e produz resultados para a empresa, sendo que a maior parte das competências são tácitas e coletivas, pelo que não é suficiente atuar apenas na formação individual.
Uma questão por vezes esquecida ou menosprezada é a da voluntariedade da aprendizagem, as pessoas só aprendem se estiverem dispostas e quiserem aprender. A aprendizagem é um processo ativo com três pilares: adquirir conhecimento, apropriar-se dele e pô-lo em prática.
Estudos indicam que 70% do processo de aprendizagem é feito on the job, no decurso da execução da função, 20% através da partilha de experiência e troca de conhecimentos e apenas 10% em contexto formal de ensino, pelo que se recomenda às empresas que façam um forte investimento na capitalização da experiência dos seus colaboradores, fomentando, tanto quanto possível, um contexto de aprendizagem, através da dupla mentoria sénior/júnior e da criação de redes de conhecimento internas.
“Eu escuto, eu esqueço. Eu vejo, eu lembro. Eu faço, eu aprendo.” Confúcio